quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Fora Sarney (e Collor)!

"Há 20 anos, Collor, postulante à sucessão de Sarney na Presidência da República, fez ataques duros a Sarney para levar sua candidatura à vitória. A primeira saraivada teve início ainda em 1987, quando Collor era governador de Alagoas pelo PMDB. Seus ataques qualificavam Sarney como "típico ditador sul-americano" e "o corrupto do Planalto". O atual presidente do Senado foi acusado de "tentar bater a carteira da história", ao propor uma emenda para esticar seu mandato por mais um ano." (http://congressoemfoco.ig.com.br/noticia.asp?cod_canal=1&cod_publicacao=29184)

O que esses dois ainda estão fazendo no senado?

Estou querendo entrar na campanha Fora Sarney, mesmo sabendo que não vai dar em nada.
Há 15 anos, foram todos pra rua com a cara pintada pedir a renúncia do presidente (exatamente esse senador (?) que defende Sarney hoje).
Hoje, não sei sinceramente onde ficou esse espírito nacionalista. Deve ser a tal da globalização.

Para fechar o assunto política, transcrevo as palavras de Mariano, personagem do livro "Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra", de Mia Couto:
"A política é a arte de mentir tão mal que só pode ser desmentida por outros políticos."

Algumas notícias boas:

- Sexta-feira tem show do Little Joy na Fundição Progresso, Lapa. R$ 50,00 a meia entrada.
- Há rumores que o AC/DC pode vir em novembro.
- O fim do ano está chegando!

Bom, por enquanto é isso.
Aguardem por postagens mais frequentes daqui pra frente.

Abraços para quem fica.
Guto Pina

domingo, 5 de julho de 2009

Eu fui pra Maracangalha...

Eu fui. E sabem o que escutei lá?

Finado Michael.

É isso mesmo. Até a festa que se dedica ao melhor da música popular brasileira se rendeu ao assunto do momento. Não escutei somente uma música lá, mas pelo menos 6, algumas em sequência.
Para falar a verdade, não aguento mais ouvir uma nota só que remeta ao acontecimento do ano, mas a mídia insiste em estender a repercussão. Todos querem saber sobre o testamento. Todos querem ir ao funeral.
Eu só tenho dois comentários a fazer sobre o Michael:
1) Gosto muito do Jackson 5. As dancinhas enquanto tocavam eram incríveis.
2) Uma das maiores vergonhas alheias que senti foi assintindo o clip de Beat It, especialmente quando aquele rapaz de branco começa a brigar, e posteriormente dançar.

Mas até que a festa enterrou o finado, e voltou a tocar a nata da mbp novamente.

Mal posso esperar que a mídia faça o mesmo. Tem tanta coisa mais séria acontecendo no Brasil. Caso Sarney e afins, só para dar um exemplo.

Então, deixo aqui a minha súplica. Enterrem Michael, e vamos voltar à vida real.

Abraços para quem fica.

Guto Pina

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Programa Nacional de Trocas de Livros

Para os amantes da literatura:
A Estante Virtual, já conceituado site de comércio de livros usados, que reúne mais de 1400 sebos no Brasil, está lançando, juntamente com os sebos, um programa que vai agradar muito a população brasileira. O Programa Nacional de Trocas de Livros vai possibilitar que você, leitor, vá até um sebo participante do programa e troque seu livro seminovo por 25% de seu valor de mercado (valor esse pesquisado no site Buscapé, guiado pelo menor preço das livrarias mais conceituadas de livros novos).

Esse valor é revestido em créditos que você pode usar para comprar um livro no sebo da troca, ou, dependendo do sebo, você ganha os créditos na forma de vale-compras virtual, podendo usar em grande parte dos sebos da Estante. São mais de 20 milhões de livros online e offline para você gastar esses créditos. Os vales virtuais são de 20% do valor do livro novo.


Então, se a grana tá curta, se seus livros estão ocupando muuuuuuito espaço na sua prateleira, não deixe de fazer sua troca. O melhor de tudo, o programa lhe garante os 25% de créditos em cima do seu livro seminovo, ou seja, nada de trocar seu livro por 1 real (simbólico). Você terá um preço justo e uma economia enorme.

Para maiores informações, entre no site da Estante Virtual, lá você achará a lista de Sebos participantes (são mais de 100, em 53 cidades diferentes).
OBS: O livro tem que ser seminovo mesmo. Estará sujeito à aprovação do livreiro.
Crise pra quê?

Fim de semana de Viradão Cultural no Rio!
Boas festas para todos,

Guto Pina

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Viva a cultura!

A dica que faz a diferença é sempre agradável.

Então, lá vai uma das melhores (ou duas).

Se você está no Rio de Janeiro, não perca a última semana da peça "Maria Stuart", de Friedrich Schiller, no Teatro 1 do CCBB.

Motivos:

- "Maria Stuart" é um drama de 1800 desse genial poeta, dramaturgo, filósofo e historiador alemão, Schiller, e vale muito a pena conferir uma remontagem desse porte.

- A peça foi traduzida pelo excelente modernista Manuel Bandeira.

- A crítica falou relativamente bem do espetáculo. (mas quem liga pro que a crítica fala?)

O mais importante: está sendo cobrada a bagatela de R$ 10,00 (R$5,00 para a nação estudantil) de entrada! Se não dói no bolso e até mais prazeroso.

Por outro lado...

Se você não é lá de apreciar a arte classicista e não aguentaria ficar 170 minutos sentado assistindo uma peça sem poder dar um pio, vamos ao plano B.

Exatamente isso!

Sexta feira (15/5), no Rio Scenarium (Lapa, RJ), o grupo Plano B se apresenta com o melhor do samba, executando canções de grandes mestres como Pixiguinha, Cartola, Tom Jobim, Noel Rosa e Moacir Santos. O preço é meio salgado: R$ 25,00. Porém, você pode desitir no meio do caminho e acabar em algum outro bar da Lapa em que um pessoal esteja fazendo um batuque na caixinha de fósforo, com a mesma propriedade dos grandes mestres. E de graça.

E viva a cultura! (alemã, africana, brasileira...)

Abraços para quem fica,

Guto Pina

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Professor Molusco

Algumas considerações:
1- Não morri no carnaval.
2- Logo estarei sem tempo até para respirar.
3- Jamais abandonarei meu blog.

Feitas as devidas considerações, vamos ao comentário especial de hoje (que provavelmente será um hoje bemm longo):
Estava dando um intervalo no meu projeto (em breve mais informações), e dei de cara com uma banca de jornal, onde estava pendurado um exemplar (claro. se tivesse pendurada uma peça de alcatra seria muito estranho) com a seguinte notícia:

"'Adoro este cara', diz Obama sobre Lula".

No instante pensei:
Coitado do amigo Barack.

Depois do LID, lendo com muita atenção a graça do ilustre presidente, descobri que nosso representante fez um comentário à altura para rebater o elogio do americano:

"Se você encontrar o Obama no Rio de Janeiro, você pensa que ele é carioca; se encontra na Bahia, pensa que é baiano".

Complementarei as sábias palavras de meu grandiloqüente (sim, trema!) presidente:
Se encontrar na Angola você pensa que é angolano, e se encontrar no Equador pensa que é equatoriano!

Que linda aula de geografia!

Bom,
Prometo que volto com textos melhores.
Abraços para quem fica.
Grato pela atenção dispensada,
Guto Pina

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Assalto à Gramática Brasileira

Assaltaram a gramática
Assassinaram a lógica
Meteram poesia, na bagunça do dia-a-dia
Sequestraram a fonética
Violentaram a métrica
(Assaltaram a gramática - Paralamas do Sucesso)

Essa música diz bem o que fizeram com a nossa língua brasileira. Sei bem que muitos penaram na escola para aprender diversas regras de acentuação, e agora não fazem a menor idéia (uso afetivo do acento) de como são acentuadas as palavras. Estão tentando unificar a língua portuguesa (muito nobre isso), mas os prezados se esqueceram que quem faz a língua são os falantes, e não a gramática. A gramática normativa, quanto conjunto de regras, apenas ilustra o que se é falado em uma determinada língua. O mais importante é a gerativa, que está dentro de nós. A dupla ortografia e pronúncia de algumas palavras é prova disso que acabo de afirmar.

Palavras como bebê, agora podem ser grafadas como bebé, e pronunciadas como tal. Purê, bidê e nenê estão no mesmo caso. Ora, mas que coisa mais feia chamar um bebê de bebé.

Jóia já não tem mais o mesmo glamour de antes. Agora é simplimente joia.

As paroxítonas (proparoxítonas continuam sempre sendo acentuadas) homógrafas de palavras proclíticas (consultar Azeredo, Bechara ou Cunha) não ganham mais o acento diferencial! E eu que me gabava tanto por saber usar essa regra... Ele não pára de falar. (incorreto)

Mas aconteceu um assalto que mexeu fundo na minha alma: o Trema. Diria que foi mais que um assalto, foi um latrocínio. Mataram o coitado do nosso trema. Ele, que já não andava muito tranqüilo (mais afetivo do que nunca) com o nosso mundo conturbado. Quem teve sorte foi a Gisele. Sempre terá no nome o nosso ilustre companheiro que já não está mais entre nós (a não ser que bebamos cervejas importadas como München, Kölsch). Agora, além de falarmos com intusiasmo por sermos a pátria de uma das mulheres mais lindas do mundo (quiçá a mais), teremos satisfação de pronunciar o trema em Bündchen.

Acontecia de ler obras um pouco antigas, como Machado, José de Alencar e perceber que a acentuação era diferente naquela época. Agora, me espanto em pensar que em alguns anos alguém poderá ler meus textos e pensar: texto antigo esse.

Então, guardo os relatos para a posteridade. Fomos assaltados. Roubaram algumas de nossas regras que tanto sofremos para reter.

É isso.

Até a próxima.

Abraços para quem fica!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Sobre rock e agregados

Outro dia estava passando pelo blog do Caetano e fiquei espantado. Sempre temos a impressão que os grandes nomes da música, eternizados por uma brilhante obra, não devem saber o que está acontecendo na cena atual. Tenho meu lado saudosista (como queria ter vivido na época de Cartola, Vinícius e Tom), mas aprendi a apreciar a boa música contemporânea. Seu Jorge, Vanessa da Mata, Diogo Nogueira e Los Hermanos (apesar de estarem em hiato), entre outros, mostram que a música brasileira continuará tão sublime e bela (ler Kant) quanto sempre foi.

Caetano, brilhantemente, fez comentários acerca do primeiro álbum solo de Marcelo Camelo, que já está há algum tempo em circulação, e do álbum da nova banda de Rodrigo Amarante, a Little Joy, que foi lançado no fim do ano passado.
Afeiçoei-me mais com o disco do Amarante. Ele, junto ao baterista brasileiro do Strokes, Fabrizio Moretti, e a musicista Binki Shapiro, natural de Los Angeles, conseguiu fazer um rock excêntrico que em alguns momentos lembra Beatles, mas não se atém a um estilo somente. Essa característica mostra a versatilidade dos músicos (Fabrizio toca vários intrumentos como piano, guitarra, entre outros), e de maneira alguma faz com que o álbum fique repetitivo e enjoativo.
Tal feito não surtiu efeito com o álbum de Camelo. Em várias faixas ele abusa dos instrumentais e de um tom monótono que só funciona bem em medidas bem dosadas. A participação de Mallu Magalhães, sua atual namorada, foi boa, apesar de achar que ela canta melhor em inglês do que na sua língua materna. A participação de Dominguinhos, e a marchinha de carnaval, entretanto, dão maior graça ao cd. Apesar de toda monotonia, Camelo cobre bem a proposta do cd Sou (nós), que transmite um tanto de solidão.

Quase que de antemão, informo que o Little Joy fará shows em Porto Alegre (27/1, Bar Opinião), São Paulo (28/1, Clash Club), Belo Horizonte (30/1, Festival Freegels) e Rio de Janeiro (6/2, Circo Voador). No Circo a meia entrada está custando 60 reais.


Mais de antemão ainda, o Los Hermanos está se juntando novamente, depois de 18 meses, para tocar no mesmo festival que está trazendo o excelente Radiohead nos dias 20/03 (Rio de Janeiro) e 22/03 (São Paulo), e os ingressos estão custando 100 a meia entrada, vendidos no http://www.ingressos.com.br/


Creio que não perderei nenhum dos dois.

Pessoal,

Comentários e críticas, pertinentes ou não, serão sempre bem vindas, afinal, o que seria de nós se não pudéssemos expressar nossas opiniões, mesmo que ninguém as queira ouvir?

Até a próxima semana.

Abraços para quem fica.