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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Televisão Brasileira




Vamos falar um pouco de televisão?

OK, não vou dar uma de pseudocult e falar que a televisão brasileira é um lixo. Não é. Ultimamente tenho assistido CQC (ninguém lida tão bem com a política quanto eles), A Grande Família (evidentemente), No Limite (por pura falta do que fazer) e A Fazenda (por indignação).

Obviamente, todos à noite por falta de tempo ocioso.

A indignação essa semana fica por parte, é claro, da Fazenda (fazer o quê né?). Soube que a mãe do Dado (playboy nascido em berço de ouro sem talento algum) contratou uma empresa de telemarketing para ligar a favor do filho.
Que bonito heim?
Em si, a idéia do reality é boa. Um monte de estrelas semiconhecidas ficam enclausuradas em uma fazenda, levando cabrito pra lá e pra cá. Monótono demais (ainda mais passando quase que 24h por dia), mas de alguma forma conseguia ganhar de todos os programas da Globo.
E o melhor de tudo: uma das pessoas mais odiadas das semicelebridades, aquela que foi mais vezes ao "paredão" (não lembro no momento como se chama) por não se dar bem com quase ninguém, ganha o programa!

No mínimo é hilário.

Por essas e outras que o Collor é senador.

Ladainhas à parte, Diogo Nogueira está apresentando já há alguns meses (8 para ser sincero) um bom programa de samba na TV Brasil (antiga TVE) chamado "Samba na Gamboa", às terças, 19h31. Outro dia estava assistindo ao mestre Noca da Portela. Vale a pena conferir.

Abraços para quem fica.

Guto Pina

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Fora Sarney (e Collor)!

"Há 20 anos, Collor, postulante à sucessão de Sarney na Presidência da República, fez ataques duros a Sarney para levar sua candidatura à vitória. A primeira saraivada teve início ainda em 1987, quando Collor era governador de Alagoas pelo PMDB. Seus ataques qualificavam Sarney como "típico ditador sul-americano" e "o corrupto do Planalto". O atual presidente do Senado foi acusado de "tentar bater a carteira da história", ao propor uma emenda para esticar seu mandato por mais um ano." (http://congressoemfoco.ig.com.br/noticia.asp?cod_canal=1&cod_publicacao=29184)

O que esses dois ainda estão fazendo no senado?

Estou querendo entrar na campanha Fora Sarney, mesmo sabendo que não vai dar em nada.
Há 15 anos, foram todos pra rua com a cara pintada pedir a renúncia do presidente (exatamente esse senador (?) que defende Sarney hoje).
Hoje, não sei sinceramente onde ficou esse espírito nacionalista. Deve ser a tal da globalização.

Para fechar o assunto política, transcrevo as palavras de Mariano, personagem do livro "Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra", de Mia Couto:
"A política é a arte de mentir tão mal que só pode ser desmentida por outros políticos."

Algumas notícias boas:

- Sexta-feira tem show do Little Joy na Fundição Progresso, Lapa. R$ 50,00 a meia entrada.
- Há rumores que o AC/DC pode vir em novembro.
- O fim do ano está chegando!

Bom, por enquanto é isso.
Aguardem por postagens mais frequentes daqui pra frente.

Abraços para quem fica.
Guto Pina

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Sobre rock e agregados

Outro dia estava passando pelo blog do Caetano e fiquei espantado. Sempre temos a impressão que os grandes nomes da música, eternizados por uma brilhante obra, não devem saber o que está acontecendo na cena atual. Tenho meu lado saudosista (como queria ter vivido na época de Cartola, Vinícius e Tom), mas aprendi a apreciar a boa música contemporânea. Seu Jorge, Vanessa da Mata, Diogo Nogueira e Los Hermanos (apesar de estarem em hiato), entre outros, mostram que a música brasileira continuará tão sublime e bela (ler Kant) quanto sempre foi.

Caetano, brilhantemente, fez comentários acerca do primeiro álbum solo de Marcelo Camelo, que já está há algum tempo em circulação, e do álbum da nova banda de Rodrigo Amarante, a Little Joy, que foi lançado no fim do ano passado.
Afeiçoei-me mais com o disco do Amarante. Ele, junto ao baterista brasileiro do Strokes, Fabrizio Moretti, e a musicista Binki Shapiro, natural de Los Angeles, conseguiu fazer um rock excêntrico que em alguns momentos lembra Beatles, mas não se atém a um estilo somente. Essa característica mostra a versatilidade dos músicos (Fabrizio toca vários intrumentos como piano, guitarra, entre outros), e de maneira alguma faz com que o álbum fique repetitivo e enjoativo.
Tal feito não surtiu efeito com o álbum de Camelo. Em várias faixas ele abusa dos instrumentais e de um tom monótono que só funciona bem em medidas bem dosadas. A participação de Mallu Magalhães, sua atual namorada, foi boa, apesar de achar que ela canta melhor em inglês do que na sua língua materna. A participação de Dominguinhos, e a marchinha de carnaval, entretanto, dão maior graça ao cd. Apesar de toda monotonia, Camelo cobre bem a proposta do cd Sou (nós), que transmite um tanto de solidão.

Quase que de antemão, informo que o Little Joy fará shows em Porto Alegre (27/1, Bar Opinião), São Paulo (28/1, Clash Club), Belo Horizonte (30/1, Festival Freegels) e Rio de Janeiro (6/2, Circo Voador). No Circo a meia entrada está custando 60 reais.


Mais de antemão ainda, o Los Hermanos está se juntando novamente, depois de 18 meses, para tocar no mesmo festival que está trazendo o excelente Radiohead nos dias 20/03 (Rio de Janeiro) e 22/03 (São Paulo), e os ingressos estão custando 100 a meia entrada, vendidos no http://www.ingressos.com.br/


Creio que não perderei nenhum dos dois.

Pessoal,

Comentários e críticas, pertinentes ou não, serão sempre bem vindas, afinal, o que seria de nós se não pudéssemos expressar nossas opiniões, mesmo que ninguém as queira ouvir?

Até a próxima semana.

Abraços para quem fica.